Sinéad O’Connor além de ‘Nothing Compares 2U’

Dez faixas que melhor exemplificam o talento da cantora

O mundo da música perdeu Sinéad O’Connor. A cantora irlandesa faleceu aos 56 anos de causas ainda não reveladas. Ela se consagrou definitivamente no olimpo pop com seu cover de ‘Nothing Compares 2U’ de Prince, que foi sem dúvidas a canção mais executada de 1990. O sucesso foi tamanho que acabou por eclipsar outros ótimos momentos da carreira da cantora. Em homenagem, a Ambrosia listou 10 canções de Sinéad O’Connor além de seu maior êxito que exemplificam seu talento.

Troy

O primeiro single do álbum de estreia de Sinéad O’Connor, “The Lion and the Cobra”, de 1987, é altamente pessoal, com letras que abordam traumas privados e a luta entre resiliência e autodestruição. A música apresenta referências sutis a Helena de Troia, através de um poema de WB Yeats. A cantora já dizia a que vinha, criando uma performance emotiva e intensa, com o uso estratégico de cordas para amplificar momentos cruciais.

Mandinka

Também do disco de estreia, foi número 17 no Reino Unido e número 6 na Irlanda. A canção foi inspirada no livro seminal de Alex Haley, “Negras Raizes”. O’Connor disse em seu livro “Rememberings” que Mandinka marcou “a primeira vez que tive coragem de tocar violão corretamente”

The Emperor’s New Clothes

Outra faixa do álum de 1990, I Do Not Want What I Haven’t Got, A canção foi lançada como o segundo single do álbum em 5 de junho de 1990 pela Ensign and Chrysalis Records e alcançou o número 3 no Canadá, o número 5 na Irlanda e o top 20 na Austrália, Itália e Suíça. Aqui ela é amparada por uma banda de apoio de peso com o guitarrista Marco Pirroni (Adam and the Ants), o baixista Andy Rourke (the Smiths) e o baterista John Reynolds (seu primeiro marido).

I Want Your (Hands on Me)

A música apareceu tanto no programa de TV Miami Vice quanto no filme de terror “A Hora do Pesadelo 4: O Mestre dos Sonhos” é um sensual funk grooveado com batidas de hip-hop. Um remix com o rapper MC Lyte reafirma a postura sexual positiva de Sinéad O’Connor.

I Am Stretched On Your Grave

O luto e a dor nunca foram abordados de forma superficial por Sinéad O’Connor. Isso é particularmente verdade nessa canção do álbum de 1990, uma tradução de um poema irlandês do século 17 apresentando um protagonista que acha impossível seguir em frente depois que um ente querido morre. A música emprega batidas aplastadas de hip-hop para refletir a dor. O violino sombrio de Steve Wickham, dos Waterboys, dá o tom.

You Made Me the Thief of Your Heart

Coescrita por Bono, Gavin Friday e Maurice Seezer para o filme de 1993 “Em Nome do Pai”, é um folk-rock celta que traz uma das performances vocais mais marcantes de O’Connor. Tendo ao fundo um piano e cordas severas, O’Connor dobra sua voz, entre uma atmosfera assombrada; em outros momentos e um tom agonizante, colocando-se no papel de uma ex-amante. “Você me fez frio e duro/E você me fez o ladrão do seu coração.”, diz a letra.

Kingdom Of The Rain

Parceria com Matt Johnson do The The, na qual a cantora empresta seu alcance vocal expressivo uma crônica fúnebre de um relacionamento em desintegração. Faz parte do álbum “Mind Bomb”, lançado pelo inglês em 1989.

John I Love You

Faixa do álbum de 1994 “Universal Mother”. Segundo a própria, sobre a atmosfera dess trabalho: “Aquele álbum foi a primeira tentativa de tentar expor o que realmente estava por trás de muita raiva dos outros discos”, revelou.

Last Day of Our Acquaintance

Conduzida por um violão vibrante, a canção descreve a contagem regressiva agonizante para um divórcio, com a cantora usando sua voz para canalizar uma transformação emocional à medida que a música avança. Ao mesmo tempo em que a música se torna mais contundente e o protagonista percebe que sua vida está apenas no início.

All Apologies

Isso mesmo, Sinéad O’Connor fez um cover da música do Nirvana, lançado no álbum “Universal Mother”, que chegou às lojas em setembro de 1994, cinco meses depois do suicídio de Kurt Cobain.

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