80 anos de Keith Richards – os 10 riffs mais marcantes do guitarrista dos Rolling Stones

Keith Richards completa 80 anos hoje (dia 18 de dezembro). O guitarrista dos Rolling Stones é conhecido pelo abuso de álcool, cigarro e de substâncias bastante ilícitas ao longo da carreira. Hoje ele jura ter largado tudo o que é ilegal, imoral ou engorda (menos a birita, que ele assume ainda consumir, porém moderadamente). Mas é claro que o verdadeiro legado do eterno parceiro de composição de Mick Jagger são os riffs inesquecíveis. Guitarrista de base na banda, é ele que conduz as melodias com introduções marcantes, que lhe renderam o apelido “Keef Riff”. Abaixo você confere os 10 riffs de guitarra mais icônicos de Keith Richards.

10. The Last Time (1965)

Este single, que liderou as paradas no Reino Unido no início de 1965, marcou o início de uma era de ouro para os Rolling Stones. Também serviu como o primeiro lado A de autoria de Jagger e Richards. Esse riff implacável composto por Keith (interpretado pelo guitarrista Brian Jones) é o que mantém a energia inabalável da faixa.

9. Before They Make Me Run (1978)

Do disco “Some Girls”, a faixa tem Richards nos vocais. O riff marcante é a força motriz e encontra suporte em um solo engenhoso de Ronnie Wood.

8. Tumbling Dice (1972)

Apesar de ser considerado o melhor disco dos Stones, “Exile on Main Street” não emplacou singles no topo da paradas. ‘Tumbling Dice’ é a que mais se aproxima de um hit, e é introduzida por um sinuoso riff delineando toda a melodia da música.

7. Happy (1972)

Outra do álbum de 1972. Essa tem vocais de Keith Richards e pode ser considerada a faixa mais conhecida dos Stones com o guitarrista no vocal principal.

6. Can’t You Hear Me Knocking (1971)  

Keith Richards inicia este extenso opus de Sticky Fingers com um riff distintivo e gaguejante na já conhecida afinação aberta em Sol. A partir daí, ele sustenta os vocais de Jagger a cada reviravolta. Eventualmente, tudo se desvanece em um pôr do sol dourado por meio de uma jam espontânea, enquanto Keith passa o holofote para o saxofonista Bobby Keys e o colega guitarrista Mick Taylor – este último entregando um solo de qualidade imensa, nos moldes de Santana.

5. Brown Sugar (1971)

Desde a breve introdução de dois acordes até o solo final e o animado refrão, esta faixa é incontestavelmente um clássico dos Rolling Stones e representa mais um ponto alto em suas carreiras. Vale observar o uso sutil de um violão complementando o riff principal. Embora a letra gere controvérsia nos dias de hoje (foi banida do repertório dos shows), em 1971 isso não impediu que esse primeiro single em seu próprio selo alcançasse vendas massivas e grande exposição nas rádios. Como faixa de abertura em Sticky Fingers, também estabeleceu um padrão excepcionalmente alto para um de seus melhores álbuns.

4. Honky Tonk Women (1969)

Marcando o primeiro single após a saída e trágica perda de Brian Jones da banda, esse sucesso global do verão do hemisfério norte de 69 possui uma das melhores introduções de todos os tempos. Desde o batimento deliberado de Charlie Watts até os acordes gradualmente intensificados de Keith e o belo riff recorrente, é uma das melhores demonstrações da engenharia melódica stoneana. Cada elemento está precisamente em seu lugar, criando uma composição musical que é um testemunho da economia sonora característica dos Rolling Stones. Como um bônus, Keith faz um vibrante backing vocal, dividindo o refrão com Mick.

3. Start Me Up (1981)

Uma daquelas músicas que são famosas pela sua introdução. Essa é a especialidade do “riffmaker”, fazer com que um clássico seja identificado logo de cara. Não é à toa que essa faixa do álbum “Tattoo You” se tornou um dos principais cavalos de batalha da banda.

2. Jumpin’ Jack Flash (1968)

Após experimentarem a psicodelia em “Their Satanic Majesties Request”, os Stones voltaram às raízes, apresentando seu característico rock’n’roll despojado. O inconfundível riff de Keith toma a dianteira desde o início, tornando “Jumpin’ Jack Flash” uma representação quintessencial do som deles. Essa faixa foi escolhida como uma abertura dinamicamente carregada para a turnê de retorno nos EUA em 1969, escolha evidente neste vídeo do Madison Square Garden. Curiosamente, a expressão “Jumpin’ Jack” surgiu a partir de um comentário feito por Keith sobre seu jardineiro na época, Jack Dyer.

1. (I Can’t Ge No) Satisfaction (1965)

Keith conta que acordou espontaneamente no meio da noite com esse riff em mente e prontamente o gravou. O riff foi posteriormente aprimorado durante uma sessão nos Estúdios Hollywood da RCA. A sonoridade que se assemelha a de trompas, foi possível graças a um pedal de fuzz recém-adquirido. Ele ressoa de forma proeminente neste single épico, expressando uma angústia reprimida. Ganhou uma notável versão de Otis Redding com toque soul influenciado pela Stax Records.

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